Metade das famílias brasileiras com renda acima de R$ 2,5 mil hoje declara intenção de comprar um imóvel, o maior nível já medido pela pesquisa da Brain para a CBIC, feita em 35 cidades com 1.250 entrevistados.
Antes da pandemia, 43% tinham essa intenção, índice que caiu para 31% em 2022 e agora voltou a subir com força. Entre os que querem comprar, 35% pretendem adquirir o imóvel em até 1 ano (somando 18% de todos os domicílios brasileiros), 27% planejam comprar entre 6 e 12 meses e 8% em até 6 meses; outros 12% miram até 1 ano e meio e 23% em até 2 anos.
O principal objetivo é moradia (89%), seguido por lazer em imóveis residenciais (6%) e compra de unidades comerciais (9%), com o apartamento como tipologia preferida (48%). Cerca de 55% dos interessados estão em transição de vida, principalmente para sair do aluguel (32%), sair da casa dos pais (13%), mudar de localidade (5%), casar (3%) ou após separação (2%).
Além disso, 29% buscam “upgrade” de moradia: 15% querem imóveis maiores, 9% mais benefícios (lazer, garagem, suíte) e 5% imóveis mais novos, indicando uma demanda forte de troca dentro do próprio mercado. A fatia de investimento também segue relevante: 11% querem comprar para investir, sendo 10% focados em locação e 1% em revenda, mantendo o imóvel como ativo financeiro e reserva de valor de longo prazo.